Da minha janela ouço as águas



Já fazia algum tempo que ouvia o canto da sereia, só não sabia quem o entoava.

Agora sei.

Não sei quem trouxe à existência esse universo. E sei. Foram os dois.
Um chamava pelo outro em espaços de tempo diferentes, por meios sonoros diferentes.
Foram batidas de tambores, gemidos, solfejos, gritos, danças, batidas de pés, batuques de dedos, melodias e tantas outras micro expressões evocatórias do nosso ser.

Almas da Água e do Vento
Almas de outras Vidas
Saudosas, almejando o reencontro
Agora, finalmente se tocaram e tão somente na poesia serão um do
outro.
Logo o encontro será despedida.
Até lá, sinto você passar por mim, nesse  cruzamento de caminhos e aproveito o turbilhão de sentimentos  plenos de um prazer sinestésico que esse encontro promove.
Não vou ficar só olhando
Mergulharei

Sexta, 18/08/2017

Altas horas

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